Saúde Integrativa resgata a importância do autocuidado e do bem-estar.

O que significa estar em um bom estado de saúde? Cada vez mais se entende que, ao se falar sobre saúde, é necessário incluir as relações sociais do indivíduo, e também com a natureza e o meio ambiente, elementos imprescindíveis para uma vida em pleno equilíbrio. Antes, se pensava que ter saúde era somente a ausência da doença no corpo, ideia que vem sendo revista ao longo dos últimos anos, principalmente desde o início da pandemia de Covid-19.

Desde o início da quarentena, percebeu-se no Brasil, que já era considerado um dos países mais ansiosos do mundo,  um aumento de quadros de ansiedade na população. O número de pessoas com sintomas de ansiedade ou de estresse elevado dobrou entre os meses de março e abril de 2020.

Desta forma, percebemos nos últimos meses como a falta de contato humano e a vida num ambiente de incertezas afetam não só os processos sociais, mas também os biológicos e psicológicos. “Quando a gente tem uma boa relação social, quando a gente tem todos estes fatores compreendidos, isso nos traz um equilíbrio emocional, um equilíbrio mental”, explica Vinícius Bednarczuk, coordenador dos cursos de Farmácia e Práticas Integrativas e Complementares da Uninter.

Saúde integrativa

O modelo de saúde integrativa consiste em um novo conceito utilizado por profissionais da saúde que visa a uma abordagem mais integral do paciente, com o olhar para o indivíduo como um todo, abordando mente, corpo e espírito. Procura trabalhar de forma interdisciplinar, sendo um modelo de tratamento que foca na saúde a na cura, e não somente na doença e no tratamento de sintomas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o conceito de saúde definido em 1946 já fala de um completo estado de bem-estar, físico, mental e social, e não apenas como a ausência da doença ou enfermidade.

Tradicionalmente, a medicina se concentra no modelo biomédico, que se caracteriza por ser individualista, curativo e centralizado na figura do médico. Ainda de acordo com este modelo, a saúde constitui a ausência de doença, dor ou defeito. Também existe o modelo holístico, que é baseado na teoria de que os organismos vivos e o meio ambiente funcionam juntos como um todo integrado.

Vinícius explica que a ideia de saúde integrativa se trata de um conceito mais abrangente, que inclui a medicina tradicional, mas não se limita ao imediatismo da cura de sintomas. “A gente nunca pode confundir com medicina alternativa ou práticas alternativas, o nome é pratica integrativa, então ele vem a integrar um tratamento, complementando um tratamento convencional que já é feito no paciente, de maneira que ele não vem para substituir um tratamento pelo outro”, explica.

Autocuidado e bem-estar

O autocuidado é um conceito que abrange as ações que as pessoas realizam individualmente com o objetivo de preservar sua saúde ou prevenir algum tipo de doença. Para praticar o autocuidado, devemos considerar sete pontos fundamentais: a atividade física, a nutrição, a resiliência, o sono, os relacionamentos, a espiritualidade e o meio ambiente em geral.

Desde o início da pandemia, milhões de pessoas foram em busca de práticas que pudessem lhes oferecer maior sensação de bem-estar, e com isso a procura pelas PICS (Práticas Integrativas e Complementares) aumentou mais de 60% neste período.

A prática das PICS no Brasil foi oficializada em 2006, após a aprovação do Conselho Nacional de Saúde. Apenas em 2017, mais de 1 milhão de procedimentos individuais foram registrados como práticas integrativas e complementares pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Autor: Barbara Carvalho – Jornalista
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Marcus Aurelius/Pexels

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